Adema participa de oficina nacional sobre estratégias de conservação da fauna ameaçada

Equipe técnica sergipana levou contribuições para a construção de indicadores e metas de monitoramento de espécies da Caatinga e Mata Atlântica

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) participou da Oficina de Elaboração de Indicadores e Metas do 3º Ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna Ameaçada do Nordeste (PAN Herpetofauna do Nordeste). O encontro foi realizado no Campus Cuité, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), reunindo integrantes do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT), especialistas, pesquisadores e representantes de instituições ligadas à conservação da biodiversidade.

Herpetofauna é o conjunto de todas as espécies de répteis e anfíbios que vivem em uma região específica. Durante a oficina, foram discutidas e definidas estratégias que irão orientar, entre 2026 e 2031, as ações de conservação e o monitoramento de 78 espécies ameaçadas de anfíbios e répteis dos biomas Caatinga e Mata Atlântica. A definição de indicadores e metas é uma etapa fundamental para que os resultados das ações previstas no Plano possam ser acompanhados e avaliados de forma objetiva ao longo do ciclo.

A participação da Adema no encontro reforça o papel dos órgãos ambientais estaduais na construção e execução de estratégias nacionais de conservação. A contribuição de Sergipe levou para as discussões a experiência adquirida pelo órgão ambiental estadual em áreas como fiscalização, licenciamento ambiental, monitoramento, gestão da fauna, conservação da biodiversidade e avaliação de impactos ambientais.

Para o presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, a presença da Adema na oficina reforça o compromisso de Sergipe com a construção de estratégias que considerem as particularidades de cada parte do território nordestino. “A troca de conhecimentos entre órgãos ambientais, pesquisadores e instituições parceiras é fundamental para estabelecermos metas mais efetivas e fortalecer as ações de proteção às espécies ameaçadas. Dessa forma, podemos contribuir para políticas públicas cada vez mais integradas e eficientes na conservação da biodiversidade”.

De acordo com a bióloga da Adema, Aline Borba, a participação da Adema permite que a realidade do território sergipano esteja presente na construção das estratégias nacionais de conservação. “A experiência que adquirimos diariamente em campo contribui para que os indicadores e as metas sejam cada vez mais aplicáveis às diferentes realidades do Nordeste”, destacou.

Além da contribuição técnica, a presença da Adema amplia a integração entre as diferentes instituições envolvidas na proteção da fauna silvestre. A articulação entre órgãos estaduais, ICMBio, universidades, pesquisadores e demais parceiros permite o compartilhamento de informações e experiências, fortalecendo ações relacionadas à proteção de habitats, fiscalização, licenciamento, monitoramento de espécies e prevenção e mitigação de impactos ambientais.

“A conservação da herpetofauna depende de uma atuação integrada. Não basta estabelecer metas; é preciso acompanhar os resultados, identificar os desafios encontrados no território e promover os ajustes necessários. A participação da Adema nesse processo fortalece justamente essa conexão entre o planejamento e a realidade da gestão ambiental”, acrescentou Aline.

|Fotos: Arquivo pessoal

Última atualização: 8 de outubro de 2026 14:10.

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