
A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) participou, na manhã desta quarta-feira, 25, do “Workshop de Descomissionamento Sergipe: A Nova Fronteira de Oportunidades”, promovido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) e a FGV Energia. O encontro foi realizado no Hotel Vidam, em Aracaju, com o objetivo de apresentar um estudo inédito sobre o potencial sergipano para atração de investimentos e desenvolvimento de negócios voltados à desativação de operações de petróleo e gás, além de fomentar uma agenda estratégica para o fortalecimento da economia estadual.
De acordo com o presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, o momento é considerado histórico para Sergipe. “É mais um dia importante para a história do estado, com o anúncio das informações relacionadas ao descomissionamento das plataformas de petróleo. Trata-se de uma ação conjunta do Governo Federal e do Governo do Estado, e a Adema está inserida nesse processo, especialmente no que diz respeito aos impactos ambientais ‘onshore’, em terra, onde temos competência para atuar”, afirmou. Ele destacou ainda que o órgão levou equipes técnicas ao encontro para compreender a dimensão do projeto. “É um evento grandioso, que demonstra a força do Governo do Estado quando se fala em geração de emprego e renda, sem deixar de lado os controles ambientais necessários”, disse.
O descomissionamento consiste em um conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva das operações de um sistema de produção, desmantelamento e descarte seguro de instalações industriais, plataformas de petróleo ou equipamentos; e pode ocorrer quando a capacidade produtiva dos campos de exploração é reduzida, tornando-os economicamente inviáveis; ou quando instalações de produção atingem o final de sua vida útil.
Segundo o presidente da Adema, o objetivo principal do descomissionamento é mitigar impactos ambientais, recuperar áreas degradadas e permitir a reversão ou reciclagem de bens. “Portanto, o processo envolve diferentes frentes de atuação ambiental. Algumas ações ocorrem ‘offshore’, dentro do mar territorial, e outras acontecem em terra e nessas atividades em solo, a competência é do órgão ambiental estadual. A Adema é responsável por estabelecer medidas mitigadoras e condicionantes; por isso, é fundamental para nós estarmos hoje aqui e conhecer a dimensão de tudo que será executado”, explicou.
A diretora técnica da Adema, Ingrid Feitosa, destaca as possibilidades que o projeto apresenta. “O descomissionamento, como foi bem enfatizado no Workshop, não é o fim de um ciclo, mas o início de novas oportunidades. A Adema se insere nesse contexto, justamente nas possibilidades da empregabilidade desse material do descomissionamento, das possíveis empresas e processos que irão se instalar e ocorrer no estado”, ressaltou.
Para o subgerente de Projetos de Atividades da Cadeia do Petróleo (Supap) da Adema, Antonelle Moraes, o workshop é essencial para alinhar informações técnicas. “O descomissionamento é uma exigência legal e vem sendo discutido há anos, especialmente diante do declínio dos poços ‘offshore’. O Estado não é responsável pelo licenciamento principal, mas pode atuar nas atividades secundárias que necessitem de apoio da Adema. Nossa presença no evento tem como objetivo entender o status atual do projeto e suas amplitudes, além de nos colocarmos à disposição do poder público e das empresas para o licenciamento dos empreendimentos e atividades acessórias”, concluiu.









