Adema participa da criação de comitê para combate à raiva em Sergipe

Comitê reunirá órgãos públicos e instituições de pesquisa em ações integradas de monitoramento e educação sanitária

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) participou, nesta quarta-feira, 13, de uma reunião técnica para apresentação das ações do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros em Sergipe. O encontro teve como objetivo discutir estratégias de combate à doença no estado e resultou na criação de um comitê interinstitucional voltado ao monitoramento, prevenção e controle da raiva.

Inicialmente, o grupo será composto por representantes da Adema, da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Na reunião, a Adema foi representada pela equipe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), cuja sede fica localizada no Parque da Cidade e atua diretamente no manejo e resgate de fauna silvestre em Sergipe.

O veterinário da Adema, Hildebrando Vieira Filho, gestor do Parque da Cidade, ressaltou a importância da participação do órgão ambiental nas discussões relacionadas à saúde animal. “Ter a Adema nessa reunião foi de suma importância, tendo em vista que a raiva é uma zoonose que ataca todos os mamíferos, incluindo o homem, e não tem cura. A contribuição que a Adema faz juntamente com os outros órgãos, sem dúvidas, só irá gerar bem-estar populacional, bem-estar animal e segurança para as comunidades”, afirmou.

A coordenadora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Lucyla Flor, comentou os encaminhamentos definidos durante o encontro. “No momento, ficou determinado que vamos criar um comitê estadual com a participação de todos os membros da reunião. Outros membros também poderão participar e, a partir daí, a gente irá trabalhar com frentes de educação sanitária, orientação a produtores e controle e monitoramento de morcegos hematófagos, transmissores da raiva para animais de produção”, concluiu.

Adema esclarece presença de resíduos naturais em praias durante período de chuvas

Material é carreado devido ao aumento de vazão dos rios e não oferece riscos à saúde

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) alerta a população sobre o aparecimento de resíduos escuros na faixa de areia das praias durante o período de chuvas intensas. O material, formado por sedimentos e restos de algas transportados pelos rios até o mar, pode ser confundido com óleo, mas não apresenta riscos à saúde nem ao bem-estar da população.

Esse fenômeno ocorre devido ao aumento do volume dos rios, que carregam matéria orgânica e sedimentos até a costa, especialmente em períodos chuvosos. Apesar da aparência, esses resíduos são naturais e fazem parte da dinâmica ambiental entre os rios e o oceano.

Segundo o presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, logo que foi identificada a ocorrência, uma equipe foi mobilizada para ir até o local fazer a verificação. “Inicialmente, a informação chegou como suspeita de aparecimento de óleo na faixa de areia, mas nossos técnicos descartaram a possibilidade ao analisar in loco a situação. E é importante a população ter conhecimento disso porque, a partir de agora, a presença de resíduos orgânicos poderá ser percebida com alguma frequência, a depender do aumento das chuvas, sobretudo nas proximidades dos estuários dos rios, onde existirem manguezais”, destaca.

O engenheiro de petróleo e gás da Adema, Kevin Cruz, explica como diferenciar os sedimentos de possíveis resíduos oleosos. “Essas partes pretas na areia são sedimentos carregados pelos rios até a praia. Eles se assemelham ao óleo, mas podemos ver que eles não impregnam na mão e saem facilmente, uma característica que o óleo não tem”, afirma.

A Adema realiza o monitoramento constante das praias, acompanhando tanto a qualidade da água quanto às condições da faixa de areia. Semanalmente, o órgão divulga o relatório de balneabilidade, que analisa a qualidade da água em 20 pontos do litoral norte, sul e grande Aracaju. Paralelamente, também é feito o monitoramento de possíveis ocorrências de óleo, garantindo resposta rápida em caso de incidentes.

Em casos de suspeita de vazamento de óleo, caracterizado por manchas persistentes na areia ou na água, a população deve acionar a Adema por meio do e-mail denuncia@adema.se.gov.br, pelo telefone (79) 3198-7152, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, ou presencialmente na sede do órgão. Um novo canal de atendimento via WhatsApp será disponibilizado em breve.

|Fotos: Mariana Carvalho

Adema flagra desmatamento irregular e interrompe atividade ilegal em Gararu

Ação foi realizada após denúncia e resultou na paralisação imediata do desmate; responsável será autuado e deverá apresentar plano de recuperação da área

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) flagrou, após o recebimento de denúncia, a atividade ilegal de desmatamento no município de Gararu. No local, os agentes ambientais constataram a supressão de vegetação nativa de caatinga sem autorização ambiental, com uma máquina retroescavadeira em operação.

Durante a abordagem, os fiscais determinaram a paralisação imediata da atividade e solicitaram a presença do responsável pela área, e foi verificada a ausência de Autorização de Supressão Vegetal (ASV), motivo pelo qual o responsável será autuado e notificado pela infração ambiental, em conformidade com a legislação vigente.

O responsável também terá prazo para apresentar um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), com medidas mitigatórias para recomposição da vegetação, além de responder administrativamente pela infração. O valor da multa será definido com base na extensão da área degradada.

Segundo o analista ambiental Hélio Sato, o desmatamento estava em curso e a equipe agiu com celeridade para cessar o dano. “Encontramos uma máquina em funcionamento, raspando o solo com a vegetação de caatinga em uma grande área. Informamos ao condutor que se tratava de desmatamento ilegal e solicitamos sua paralisação imediata, além de acionar o proprietário para responder pelo ilícito ambiental”, ressaltou. 

O técnico ambiental Natan Ferreira Barreto destacou que o órgão seguirá monitorando a área. “Continuaremos verificando todo o local via satélite para verificar se haverá continuidade da atividade irregular. Vamos quantificar a área desmatada e, com base nos hectares atingidos, será definida a multa, além da exigência de reparação do dano”, concluiu.

Fotos: Verônica Moura

Adema vistoria 41 alvos em nove municípios durante a Operação Caatinga Resiste

Força-tarefa coordenada pelo Ministério Público reúne forças policiais e órgãos ambientais em fiscalizações de combate ao desmatamento ilegal

Ao longo desta semana, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) participou da Operação Caatinga Resiste. Atuando em conjunto com a Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAm), o Batalhão de Polícia de Caatinga (BPCaatinga) e o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco/MPSE) desde o último dia 9, a Adema esteve em nove municípios, fiscalizando 41 alvos localizados em propriedades com áreas desmatadas de forma irregular, sem autorização de supressão de vegetação. 

A ação é nacional e integrada, coordenada pelos Ministérios Públicos, órgãos ambientais fiscalizadores e forças policiais dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais. A atuação conjunta fortalece o trabalho de monitoramento e amplia a capacidade de resposta dos órgãos envolvidos, tendo como objetivo intensificar a fiscalização ambiental voltada ao enfrentamento do desmatamento ilegal no bioma Caatinga. 

Para o presidente Carlos Anderson Pedreira, a participação da Adema na operação reforça o compromisso do órgão com a proteção ambiental. “A Operação Caatinga Resiste é uma ação importante que promove uma atuação integrada entre diversas instituições e órgãos que atuam na defesa do meio ambiente. A presença da Adema contribui com o conhecimento técnico nas fiscalizações, garantindo que as atividades sejam avaliadas conforme a legislação e que as medidas necessárias sejam adotadas quando identificadas irregularidades”, destacou. 

As propriedades fiscalizadas pela Adema estão localizadas nos municípios de Tobias Barreto, Simão Dias, Pinhão, Riachão do Dantas, Itabaianinha, Lagarto, Porto da Folha, Gararu e Canidé de São Francisco. De acordo com o gerente de Fiscalização da Adema, Aloizio Franca, todos os alvos destacados para a Adema foram vistoriados. “Ainda não temos a dimensão exata da quantidade da área que foi desmatada, mas há indícios de que todos os alvos eram verdadeiros, então houve desmatamento em todos eles. Também foi feita a apreensão de 18 aves silvestres com o apoio da CIPAm e um flagrante de extração ilegal de areia. Os proprietários foram identificados e a polícia fez um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e todo o procedimento policial”, disse.

Etapas

A bióloga da Adema, Aline Borba, integrou uma das equipes de fiscalização que participaram da operação, e informou as próximas etapas após a atividade de campo. “A gente fez um levantamento das áreas que foram desmatadas e após esse processo verificaremos o tamanho das áreas, emitir autos de infração para os casos em que ela for constatada, além de autos de notificação para a recuperação dessas áreas”, afirma. 

Carla Zoaid, analista ambiental do MPSE, disse que os alvos são pré-selecionados antes da operação começar, com base em análises de território e prioridade. “A gente faz a análise desses dados e envia para os demais MPs envolvidos, que articulam com os órgãos de fiscalização ambiental de cada estado e forças policiais para que a operação aconteça.  Fazemos uma pré-análise nesses alertas, onde estão, se são prioritários para a fiscalização, além de uma série de outros critérios técnicos”, conclui. 

A Operação Caatinga Resiste segue com ações programadas até o próximo dia 19 de março. Até lá, a Adema atuará na construção de relatórios que serão entregues ao Ministério Público do Estado, com a identificação das áreas e de tudo que foi visto, buscando coibir práticas ilegais e promover maior conscientização sobre a importância da preservação do bioma e do uso sustentável dos recursos naturais.

|Fotos: Mariana Carvalho e Verônica Moura

Fiscalização da Adema flagra extração ilegal de minérios em Itabaiana

Flagrante aconteceu entre os municípios de Itabaiana e Moita Bonita e identificou um dos infratores

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) flagrou nessa sexta-feira, 6, uma atividade de extração ilegal de minérios no povoado Malhada Velha, no município de Itabaiana. A ação contou com o apoio da Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAm) e ocorreu após o recebimento de novas denúncias sobre o ilícito na região.

Durante a fiscalização, duas pessoas foram encontradas no local junto a uma retroescavadeira utilizada na atividade ilegal. Com a chegada das autoridades, um dos indivíduos fugiu, enquanto o outro foi abordado para prestar esclarecimentos. A polícia também se deslocou até a residência do proprietário do terreno onde a extração estava ocorrendo, mas ele não foi localizado.

A equipe da Adema utilizou ainda um drone para sobrevoar a área e identificar outras possíveis frentes de extração ilegal nas redondezas, ampliando o alcance da fiscalização na região entre os municípios de Itabaiana e Moita Bonita.

Todos os envolvidos identificados serão notificados e autuados conforme a legislação ambiental vigente. Conforme o artigo 55 da Lei n.º 9.605/98, é proibida a pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a devida autorização, ou licença ambiental, ou em desacordo com a autorização concedida.

O presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, destacou a importância da ação fiscalizatória para a contenção de danos ambientais. “Casos como esses possuem um alto potencial degradante ao meio ambiente e devem ser monitorados de perto pelas nossas equipes. Estamos atentos e sempre a postos para o atendimento de denúncias”, concluiu.

Como denunciar

Por meio do e-mail denuncia@adema.se.gov.br, qualquer cidadão pode denunciar infrações ambientais à Adema, como casos de descarte irregular de resíduos sólidos e efluentes, tráfico ou criação ilegal de animais silvestres, desmatamento, queimadas, poluição, empreendimentos não licenciados, dentre outros. As denúncias também podem ser feitas presencialmente na sede da Adema, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, ou pelo telefone (79) 3198-7152. Em breve também será aberto um novo canal de WhatsApp.

|Fotos: Verônica Moura

Adema fortalece Ouvidoria e amplia diálogo com a população sergipana

Modernização do atendimento resultou em maior transparência e participação social, garantindo mais agilidade e respostas qualificadas à população

A padronização, modernização e transparência da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) estiveram entre os principais pilares da gestão em 2025, com avanços em todas as áreas de atendimento ao cidadão. Um dos principais marcos desse processo foi o fortalecimento da Ouvidoria, que teve sua equipe duplicada e passou por capacitações voltadas à melhoria da agilidade, da organização das demandas e da qualidade das respostas oferecidas à população. Com o incremento, no último trimestre de 2025 a Adema ampliou em 15% os atendimentos diretos ao cidadão em relação ao trimestre anterior.

Entre fevereiro e dezembro de 2025, a Ouvidoria da Adema registrou números expressivos. Por meio do Sistema de Ouvidorias do Estado de Sergipe (SE-Ouv), foram finalizadas 661 manifestações relacionadas à Lei de Acesso à Informação. No mesmo período, outras 186 demandas foram atendidas diretamente, com diferentes tipos de solicitações.

Do total de demandas recebidas diretamente pela Ouvidoria, 106 foram denúncias. Todas elas foram encaminhadas para apuração pela gestão ou pelo setor responsável, a exemplo da Gerência de Fiscalização, que realiza o envio de fiscais a campo para averiguar a procedência das informações denunciadas e, quando necessário, expede autos de notificação e infração. As demais manifestações incluem pedidos de informação, elogios, reclamações, sugestões ou solicitações diversas direcionadas à Adema.

De acordo com o presidente Carlos Anderson Pedreira, a medida foi adotada para facilitar o acesso da população à Adema. “Tudo que temos feito desde que recebemos a missão de conduzir a Adema busca ampliar a eficiência e a transparência do órgão, a modernização dos serviços e a construção de uma governança institucional que nos permita superar desafios históricos. Fortalecer a ouvidoria é ampliar as formas de participação da sociedade e aprimorar nossos mecanismos de autorregulação”, pontuou.

A coordenadora da Ouvidoria da Adema, Katarina Camilo, destaca a importância da participação da população tanto na defesa do meio ambiente quanto no fortalecimento do trabalho institucional do órgão. “A Ouvidoria é o canal direto de diálogo entre os cidadãos e a Adema. Todo o nosso trabalho é voltado para o interesse público, para garantir transparência, escuta ativa e a defesa do meio ambiente, em benefício da população sergipana”, afirma Katarina. Segundo ela, o processo de capacitação da equipe continuará ao longo de 2026, para assegurar um atendimento cada vez mais qualificado ao cidadão.

SE-Ouv
O papel do SE-Ouv é fundamental na ampliação do acesso e do diálogo com a sociedade. É uma ferramenta de fácil acesso, que pode ser utilizada a qualquer horário, de qualquer dispositivo, permitindo que o cidadão registre sua manifestação de forma prática, inclusive com o envio de fotos, vídeos e documentos. O cidadão que quiser acessar qualquer dado pela LAI ou se manifestar enviando elogios, reclamações, sugestões e denúncias pode entrar em contato com a Adema pelo telefone (79) 3198-7195, ou acessar o SE-Ouv pelo endereço eletrônico https://ouvidoria.se.gov.br/, após um breve cadastro.

|Fotos: Lucas Campos

Adema realiza vistoria de licenciamento em propriedade rural no município de Carira

Equipe técnica constata conformidade da área à legislação e ao projeto apresentado para plantio

A equipe técnica da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizou vistoria de licenciamento ambiental para plantio em uma propriedade rural no município de Carira. O objetivo foi a verificação de conformidade da atividade com a legislação vigente, integrando os procedimentos de análise e acompanhamento ambiental desenvolvidos pelo órgão em empreendimentos rurais no estado.

Foram observadas as áreas de Reserva Legal (RL), constatando a presença de vegetação nativa preservada. A vistoria in loco é importante porque nem sempre as imagens de satélite permitem uma visualização adequada dessas áreas. Também foram identificadas as áreas de plantio e as Áreas de Preservação Permanente (APP), originadas por três cursos d’água intermitentes, cujo fluxo ocorre apenas no período do inverno.

Segundo a analista ambiental da Adema, Janice Soares, a etapa seguinte consiste na elaboração de um parecer técnico que, neste caso, é favorável, considerando que a documentação apresentada está em conformidade com as normas ambientais vigentes. “A propriedade, de modo geral, demonstra adequação à legislação aplicável, não tendo sido identificadas inconformidades durante a vistoria, uma vez que a realidade física do imóvel corresponde às informações que constam nos documentos analisados”, explicou.

A equipe também orientou os responsáveis pela propriedade sobre as exigências necessárias para o desenvolvimento da atividade agrícola de forma regular e sustentável, reforçando a importância da adoção de práticas que minimizem impactos ambientais e garantam a conservação dos recursos naturais.

“O papel da Adema, em processos de licenciamento, é atuar de forma técnica e orientadora, assegurando o cumprimento das normas ambientais, por meio da análise documental e da vistoria in loco, verificando a conformidade entre a realidade física do imóvel e as informações apresentadas, de modo a garantir a proteção ambiental e a segurança jurídica do processo”, finalizou a analista.

Adema comemora um ano da posse dos servidores concursados

Evento marca fortalecimento das ações de licenciamento e fiscalização ambiental em Sergipe

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) celebrou nesta quarta-feira, 21, o marco de um ano da posse dos 55 servidores aprovados no primeiro concurso público da história do órgão ambiental. O certame faz parte das iniciativas do Governo do Estado para aprimorar a estrutura dos órgãos públicos e os serviços prestados à sociedade. A chegada dos novos profissionais, empossados em 10 de janeiro de 2025, vem contribuindo para o fortalecimento e aprimoramento da atuação da Adema, tanto no licenciamento quanto na fiscalização ambiental. 

O diretor-presidente do órgão, Carlos Anderson Pedreira, abriu a solenidade pontuando o efeito positivo da chegada dos servidores na Adema. “Estamos aqui hoje celebrando porque esta é uma data histórica e marcante. A admissão de vocês reforçou a preocupação de dar robustez ao nosso órgão, ainda mais profissionalismo e maior tecnicidade. Faz com que quem está de fora nos olhe de forma diferente”, afirmou. 

Representando o Sindicato dos Efetivos da Adema (Sindema), o analista ambiental Hélio Sato ressaltou a importância do papel dos concursados para o desenvolvimento sustentável e para o fortalecimento do serviço público no Estado. “Os efetivos da Adema são um ponto central para essa reestruturação, justamente para que a gente possa ter maior impessoalidade nos processos, tanto de licenciamento quanto de fiscalização ambiental”, pontuou. 

Em sua fala, a diretora técnica da Adema, Ingrid Cavalcanti, pontuou a evolução técnica das novas equipes e o ganho de experiência identificado ao longo do último ano. “Estamos orgulhosos de ver o quanto as nossas equipes aprimoraram suas análises e como cresceu a nossa produção técnica. Isso beneficia toda a sociedade – a quem prestamos os nossos serviços – e a nós mesmos, já que o Meio Ambiente pelo qual trabalhamos também pertence a cada um de nós”. 

A diretora administrativa e financeira da Adema, Lucimara Passos, relembrou a trajetória que culminou com a posse dos servidores, destacando que foi um trabalho realizado a muitas mãos.  “Quando estive presidente, tive o prazer de ter dado início a esse processo com a comissão do concurso, depois veio George (Trindade), que deu continuidade, e depois Ingrid, que teve a alegria de dar posse aos aprovados. Agora Carlos Anderson está realmente estruturando a Adema para chegarmos a uma situação ideal, um sonho que não é só meu, é de todo mundo que se soma para fazer acontecer. Isso só é possível porque temos um governador que realmente se preocupa com a pauta ambiental e que entende que é pela Adema que passa toda a atividade produtiva do nosso Estado”, finalizou.

|Fotos: Mariana Carvalho e Rebecca Melo

Adema recebe equipamentos por conversão de multas ambientais

Empreendedores autuados entregaram equipamentos e medicamentos para o Centro de Triagem de Animais Silvestres

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), mantido pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), no Parque da Cidade, recebeu novos equipamentos cirúrgicos, advindos de compensação ambiental de empreendedores autuados. Dentre eles, mesa e bancada cirúrgicas, seladora e estufa, além de medicamentos necessários ao tratamento e reabilitação de animais silvestres. Os materiais marcam um avanço no atendimento aos animais silvestres resgatados em Sergipe.

Os produtores rurais fizeram adesão ao Programa de Solução Legal, que é previsto na legislação ambiental (Lei n.º 13.988/2020), e visa converter o valor de multas em serviços e equipamentos para melhorar a qualidade ambiental no estado, e fortalecer os serviços de preservação e fiscalização ambiental desenvolvidos pela Adema. O recebimento dos materiais irá auxiliar no trabalho realizado pelo Cetas, como aponta a veterinária da Adema Letícia Albuquerque.

“Com esses equipamentos, nós vamos ampliar os procedimentos realizados nos animais resgatados e isso fará com que retornem com mais facilidade à natureza”, afirmou.

A analista ambiental da Adema, Rafael Almeida, explica a importância da compensação ambiental para a relação entre empreendedor e órgão ambiental. “Essa medida tem como finalidade a preservação ao meio ambiente, não só ao aplicar medidas corretivas ou sancionadoras para empreendedores que eventualmente descumprem a legislação ambiental, mas acima de tudo, trazer o empreendedor para mais perto da Adema, mostrando que é possível aplicar medidas de conversão a serem refletidas e aplicadas na melhoria da prestação de serviços que o órgão oferece à população”, detalhou.

Produtor rural, César Augusto foi um dos autuados, e destacou a celeridade da Adema na resolução do problema. “Eu queria agradecer a participação e a colaboração fundamental da Adema em ajudar o proprietário rural a resolver esse tipo de questão e, consequentemente, parabenizar o governo do estado pela iniciativa. A multa foi convertida em equipamentos para o Cetas, para cuidarem dos animais. Essa é uma forma de ajudar a todos, além de reduzir o volume de autuações”, declarou. O produtor rural Claudon Mota também aderiu ao Programa Solução Legal. “A Adema foi bem flexível. Fiz uma doação ao Cetas e vim aqui agradecer. Desde já incentivo todos que foram autuados, a procurar a Adema para solucionar”, concluiu. 

|Fotos: Mariana Carvalho

Adema fiscaliza fábrica de cerâmica em Itabaiana

Equipe de fiscalização foi acionada pelo Ministério Público para verificar o uso do filtro na chaminé do forno da indústria

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizou fiscalização em uma indústria de cerâmica localizada no município de Itabaiana. A pedido do Ministério Público (MPSE), a equipe da Gerência de Fiscalização (Gefis) esteve no local à noite, com o apoio da Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAm), para averiguar denúncia sobre o não uso de filtro na chaminé do forno do estabelecimento.

O sistema de filtragem serve para manter a qualidade do ar, diminuindo o potencial poluidor da fumaça. A resolução CONAMA n.º 506/2024 e a Política Nacional de Qualidade do Ar, Lei n.º14.850/2024, preveem um limite máximo de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas, como é o caso de fábricas de cerâmicas. Baseado nisso, os analistas em campo analisam a coloração da fumaça que sai do forno e a estrutura do equipamento utilizado na filtragem de gases.

De acordo com o analista ambiental José Rival, a coloração é um elemento importante na análise in loco. “A fumaça sair com a cor clara significa que o filtro está operando. Isso garante que o forno está emitindo o mínimo de fuligem ou gases tóxicos na região. No momento da fiscalização, foi verificado o devido uso do sistema de filtragem, sem vestígios de fuligem no ar, mas também dialogamos com a comunidade do entorno para ouvir seus relatos”, afirmou.

Segundo os moradores, que fizeram a denúncia, não é comum o filtro estar ligado, ocasionando forte fumaça escura e fuligem. A equipe da Adema ouviu os relatos, considerando-os importantes para a análise. “A participação da comunidade é de suma importância. Eles convivem no ambiente e têm uma visão diária da situação. Apesar de verificarmos que o filtro estava ligado na hora da fiscalização, levaremos em conta as declarações feitas aqui”, concluiu José Rival.

Como denunciar

Todo cidadão pode e deve contribuir para o combate a infrações e crimes ambientais. A Adema tem um canal exclusivo para facilitar o envio de denúncias. Por meio do endereço de e-mail denuncia@adema.se.gov.br, é possível relatar casos de descarte irregular de resíduos sólidos e efluentes, tráfico ou criação ilegal de animais silvestres, desmatamento, queimadas, poluição, empreendimentos não licenciados, dentre outras infrações ambientais, incluindo imagens e vídeos. As denúncias também podem ser feitas presencialmente na sede da Adema, em Aracaju, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, ou pelo telefone (79) 3198-7152.

|Fotos: Lucas Campos

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Última atualização: 21 de janeiro de 2026 11:30.

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