Tamar e Adema realizam retorno ao mar de tartaruga reabilitada

Tartaruga-cabeçuda juvenil foi reabilitada pela equipe do projeto Tamar, que comemora 50 milhões de animais devolvidos ao mar em 2024

Logo que o dia amanheceu nesta sexta-feira (26), as equipes da Fundação Projeto Tamar e da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizaram, na Praia dos Artistas,o retorno ao mar de uma tartaruga-cabeçuda juvenil que foi reabilitada. Ela voltou ao mar, seu habitat natural, após receber todos os cuidados dos veterinários para restabelecer sua condição de saúde.

Sergipe é área de desova de tartarugas marinhas das espécies cabeçuda, que quando adulta atinge até 1,10m de comprimento; e oliva, a menor e mais numerosa espécie encontrada por aqui – na fase adulta chega a, no máximo, 70 cm. No entanto, cerca de 800 tartarugas morrem por ano no litoral sergipano, grande parte após interagir com redes de arrasto.

De acordo com a Fundação Projeto Tamar, a conscientização de toda a sociedade é essencial para a preservação das espécies, e uma das maiores contribuições que o trabalho realizado vem proporcionando é a inclusão social, o envolvimento da população nesse processo de sensibilização e educação ambiental.

Por isso, durante a temporada de reprodução, a caminhada de filhotes é realizada nas bases de Pirambu e Abaís e na praia de Atalaia, em frente ao Oceanário de Aracaju. Elas não têm data certa para acontecer, pois ocorrem de acordo com o nascimento dos filhotes; mas turistas, veranistas e pessoas das comunidades que estiverem próximos podem participar do momento, realizado nos horários da manhã e final da tarde.

Este ano, a Fundação Projeto Tamar comemora a marca de 50 milhões de tartarugas devolvidas ao mar. “Hoje a gente realizou mais um retorno ao mar de uma tartaruga que passou pelo nosso centro de reabilitação. A gente conseguiu recuperar a saúde dela e hoje ela já estava apta a esse retorno. Que esse animal consiga vencer os obstáculos que tem no mar e que daqui a 20, 30 anos ele volte para nossas praias para reproduzir”, pontuou a veterinária do Projeto Tamar, Gabriella Dutra.

Para o presidente da Adema, George Trindade, a soltura é um momento importante, que acaba marcando um despertar de consciência em quem participa. “Tivemos a oportunidade de fazer essa soltura hoje e o que eu desejo é que mais pessoas possam viver a emoção desse momento, a fim de que, a partir de experiências como essa, possam reconhecer a importância da proteção e do convívio sustentável. Que todos possamos nos somar e, com isso, fortalecer a preservação do meio ambiente em prol de um mundo melhor para as futuras gerações”, afirmou.

Ainda de acordo com o gestor, a Adema vem planejando ações em alinhamento com o Ministério Público Federal e atuando na mitigação de impactos da iluminação de condomínios e outros empreendimentos em áreas de desova. “Que a Adema continue com essa grande parceria com o Projeto Tamar, que faz um belíssimo trabalho aqui no nosso estado, e que a gente consiga, dentro das nossas competências, cobrar esse equilíbrio de obras futuras e atuais, com atenção ao cumprimento das normas ambientais para preservação das tartarugas marinhas”, concluiu.

Governo de Sergipe abre inscrições para o concurso público da Adema

São 55 vagas ofertadas para os cargos de técnico ambiental e analista ambiental; candidatos podem se inscrever até as 18h do dia 23 de maio

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Administração (Sead), abriu nesta segunda-feira, 22, as inscrições para o concurso público da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema). Os candidatos poderão se inscrever até as 18h do dia 23 de maio. O certame oferta 55 vagas para os cargos de técnico ambiental e analista ambiental.

As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do endereço eletrônico do Instituto AOCP. O candidato deverá preencher o formulário de inscrição, baixar ou imprimir o Documento de Arrecadação Estadual (DAE) e fazer o pagamento da taxa de inscrição. Os valores para participar são R$ 90 (nível médio) e R$ 120 (nível superior). 

A Gerência Geral de Concursos da Sead orienta que o candidato redobre a atenção na hora de preencher o formulário de inscrição. Além de inserir os dados pessoais corretos, é nesta fase que o candidato deverá informar, caso deseje disputar as vagas para pessoas com deficiência ou pessoas negras. É também nesta etapa que o candidato deverá sinalizar se vai necessitar de algum tipo de condição especial para a realização das provas. Outro ponto que merece atenção é o DAE referente à taxa de inscrição, que deverá ser pago no prazo estipulado para garantir a efetividade da inscrição.

Provas

O concurso público contará com prova objetiva (incluindo questões de conhecimentos gerais e específicos), prova discursiva e avaliação de títulos. As provas serão realizadas em único dia, no mês de julho de 2024, conforme previsto no edital.

Vagas

Estão sendo ofertadas 20 vagas para técnico ambiental e 35 para analista ambiental. Destas, 14 são de ampla concorrência, quatro para pessoas com deficiência (PcD) e duas para negros. 

Conforme retificação no edital, os candidatos que forem aprovados terão jornada de 40h semanais e vencimentos de R$ 2.972,50 (nível médio) e R$ 5.022,50 (nível superior).

Concurso 

O concurso público da Adema foi lançado pelo governador Fábio Mitidieri em março deste ano. A realização do certame está entre as diversas ações do Estado voltadas à reestruturação de carreiras no âmbito da administração pública e também ao fortalecimento das atividades de proteção ao meio ambiente e promoção da sustentabilidade.

Todas as informações relacionadas ao concurso da Adema constam no edital, que pode ser consultado no site oficial do Instituto AOCP e no site da Sead.


Fonte: www.se.gov.br (Governo de Sergipe)

Adema firma cooperação com a Jucese para utilização do Agiliza Sergipe

Novo sistema de licenciamento ambiental será implementado para integração de serviços e otimização de processos

Uma cooperação técnica assinada entre a Administração Estadual do Meio Ambiente e a Junta Comercial de Sergipe (Jucese) possibilitará a utilização pela Adema do Agiliza Sergipe como novo sistema de licenciamento ambiental. O objetivo é modernizar, digitalizar, simplificar e conferir maior agilidade aos serviços prestados pela autarquia estadual.

Além de possibilitar solicitações e consultas de forma 100% digital, quando em funcionamento, o novo sistema de licenciamento ambiental deverá assegurar, de forma permanente e coordenada, o intercâmbio e a integração dos processos, de informações cadastrais de registro e de licenciamento com a Jucese. Sua implementação está prevista para se iniciar em cerca de 60 dias e será operacionalizada ao longo de 18 meses. Durante esse período, será realizada a migração de todas as informações e banco de dados do atual sistema para o novo.

De acordo com o presidente da Adema, George Trindade, a cooperação é um marco para a modernização do órgão ambiental. “Este é um momento histórico para a Adema. A partir de agora poderemos utilizar o Agiliza Sergipe, que é um sistema adotado pela Junta Comercial e que possui grande êxito na celeridade das análises e liberação de processos de forma totalmente virtual e digital. É motivo de muita alegria para a Adema e para mim, como presidente, saber que, em breve, poderemos disponibilizar uma ferramenta atual, ágil e que vai trazer muitos benefícios ao sistema de licenciamento ambiental do nosso estado”, comentou.

Para a presidente da Jucese, Jocelda Fonseca, com a parceria a Junta Comercial contribui com a melhoria do ambiente de negócios de Sergipe, exercendo o seu papel de órgão integrador. “Nosso objetivo é entregar sempre o melhor à sociedade. Então, fazendo parcerias como essa a gente está dando a possibilidade de dar continuidade ao uso desse sistema, e desfrutar da eficiência e da eficácia dele também no órgão de destino. Então, fico muito feliz. É um avanço importante, a partir do qual vem muita coisa boa por aí”, concluiu.

Monitoramento das praias previne ocupação irregular no litoral sul de Sergipe

Órgãos ambientais se revezam em fiscalizações periódicas com atenção às Áreas de Preservação Permanente e de Proteção Ambiental

Para conter e prevenir o avanço da ocupação irregular em áreas de proteção ambiental e preservação permanente (APA e APP) no litoral sul sergipano, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e outros órgãos ambientais têm realizado o monitoramento periódico da região. A equipe de fiscalização da Adema realizou nova visita às Praias do Saco, Abaís e Caueira, com o objetivo de notificar e autuar construções irregulares, empreendimentos sem licenciamento e outras possíveis infrações ambientais.

As análises de especialistas sobre a região apontam que a ocupação irregular em áreas não edificantes acarretou, ao longo dos anos, diversos impactos e alterações da paisagem, e que o avanço dessa ocupação desordenada pode provocar a descaracterização do ambiente natural, composto por dunas, vegetação fixadora, zonas de recarga d’água e vegetação de restinga, e a intensificação do processo erosivo causado pelo avanço do mar.

Segundo a bióloga da Adema Harionela Macedo, as fiscalizações são importantes para manter o equilíbrio ambiental na região. “Além de observarmos possíveis avanços irregulares, nos certificamos de como estão as Áreas de Preservação Permanente e fazemos a demarcação da Linha Preamar. Felizmente, não identificamos nenhuma nova situação que configure irregularidade”, conta a bióloga.

As vistorias consideram os parâmetros estabelecidos no Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro do Litoral Sul de Sergipe que, normatizado pela Lei Estadual nº. 8.980/22, é um instrumento de gestão que, dentre outras coisas, estabelece diretrizes de uso, ocupação e investimentos públicos e privados em atenção às condições ambientais sensíveis na região, além de ser parte integrante do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro (Lei Estadual Nº. 8634/2019).

O monitoramento das praias é medida preventiva que integra uma ação do Ministério Público Federal (MPF). Além da Adema, também atuam no monitoramento o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o município de Estância e a Polícia Militar, que realiza rondas de fiscalização nas faixas de areia, e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), que fiscaliza as questões patrimoniais. Os órgãos se revezam em vistorias trimestrais.

A advogada da assessoria jurídica da Adema, Karen Argolo, explica que a região está toda judicializada por estar inserida em APP representativa do ecossistema Restinga e, portanto, deve ser preservada como determina a lei. “Para o MPF, qualquer interferência nessa área, principalmente quanto ao uso e ocupação do solo, deve estar submetida ao licenciamento ambiental. Novas construções estão proibidas e aquelas que já foram feitas estão judicializadas. À Adema cumpre notificar as edificações que tiverem sido feitas de forma irregular na faixa de areia e que estiverem em desacordo com a legislação ambiental”, conclui.

Adema e Ministério Público alinham fiscalização do parque industrial de Estância

Órgão ambiental vistoriou e autuou indústrias pela promoção de adequações; objetivo é a preservação do Rio Piauitinga

Nesta sexta-feira, 12, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e o Ministério Público de Sergipe (MPSE) realizaram reunião de alinhamento sobre a fiscalização ampliada que está sendo realizada no parque industrial de Estância. A Adema vem fiscalizando continuamente seis indústrias de grande porte instaladas no município que utilizam as águas do Rio Piauitinga para a produção e/ou lançam nele seus efluentes, e apresentou resultados aos MPSE para a definição de encaminhamentos. 

Até o momento, 47 visitas já foram realizadas pela equipe de fiscalização da Adema às indústrias para averiguação das suas atuais condições de funcionamento, do cumprimento de condicionantes e sua adequação à legislação ambiental, além do monitoramento da qualidade da água do rio. A partir do que foi verificado, foram expedidos nove autos de notificação para apresentação de documentações e adoção de providências e seis autos de infração.

De acordo com o presidente da Adema, George Trindade, o objetivo é que o desenvolvimento econômico aconteça com sustentabilidade, dentro da norma e respeitando o meio ambiente. “Foram identificadas algumas irregularidades no tratamento e destinação de efluentes, dentre outros pontos a serem ajustados. Nas sucessivas visitas que realizamos, temos acompanhado a realização das melhorias por parte das indústrias, que estão empenhadas em seguir as orientações dadas pela nossa equipe para adequação. O processo ainda está em curso, mas já temos avanços consideráveis”, informou o gestor.

Historiando o caso, a promotora de Justiça do Meio Ambiente de Estância, Karla Leite de Carvalho, conta que uma das mais expressivas consequências das questões ambientais relacionadas ao parque industrial são as denúncias constantes da população sobre forte mau cheiro cítrico sentido em diversos bairros da cidade. “Existe um inquérito civil que a gente vem acompanhado desde 2021, mas a problemática é anterior. A Adema deu um novo direcionamento à questão, e hoje fiquei confiante de que a solução desse problema está mais próxima de ocorrer. Acredito que este ano, na época da safra, teremos menos transtornos para a população. Saio daqui mais tranquila de que a situação vai se resolver”, pontuou.

De acordo com a promotora de Justiça Aldeleine Melhor Barbosa, diretora do Centro de Apoio Operacional (CAOp) do Meio Ambiente, a colaboração entre o MPSE e a Adema tem sido essencial para a identificação de causadores de poluição ambiental, sobretudo aos recursos hídricos no município. “Através do compartilhamento de informações e documentos produzidos, podemos atuar no sentido de promover os ajustes necessários e as devidas responsabilizações, objetivando a preservação dos recursos hídricos da região”, explicou.

O promotor de Justiça Sandro Luiz da Costa, diretor do Centro de Apoio Operacional (CAOp) São Francisco e Nascentes, avaliou positivamente os resultados apresentados. “Nós estamos vivendo um momento histórico no meio ambiente de Sergipe. A Adema está tratando de forma sistêmica esse problema, que é antigo, avaliando as empresas em Estância e chamando os empreendedores para a regularização ambiental. Para o Ministério Público, portanto, a atuação da Adema é elogiável. Estamos satisfeitos com os resultados até então obtidos, restando apenas os encaminhamentos que serão adotados pelas empresas e eventuais sanções que restem pelas poluições causadas anteriormente”, concluiu.

Adema inspeciona lixões desativados e fiscalizará aterros e estações de transbordo

Órgão ambiental objetiva que todos os aterros funcionem em condição de regularidade; lixões desativados em 24 municípios já foram fiscalizados até o momento

Para verificar a correta destinação dos resíduos sólidos em Sergipe, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) iniciou operação para fiscalização dos lixões que foram encerrados e de todos os aterros sanitários e estações de transbordo em funcionamento no estado. Até o momento, 24 municípios já foram fiscalizados pelo órgão ambiental.

No segundo semestre de 2023, o Ministério Público de Sergipe (MPSE) capitaneou uma ação conjunta, envolvendo a Adema e os municípios, para o fechamento de 36 lixões a céu aberto em Sergipe. Na sequência, o MPSE solicitou que todos eles fossem fiscalizados para assegurar que permaneçam desativados. De acordo com o presidente da Adema, George Trindade, a equipe de fiscalização do órgão ambiental está em campo desde fevereiro, não só para assegurar essa desativação, mas também para coibir os lixões clandestinos.

“Temos recebido um grande volume de denúncias da população sobre a destinação irregular de resíduos em diversas localidades, causando danos ao meio ambiente e transtornos às comunidades. Quando as denúncias são confirmadas, procedemos a autuação, conforme determina a legislação ambiental. Para garantir que tudo ocorra em conformidade, também estamos solicitando aos municípios os relatórios de destinação dos resíduos, que, com o fechamento dos lixões, precisam ser transportados para um dos aterros sanitários que existem no estado”, explica. 

O próximo passo, segundo ele, é fiscalizar também os aterros e estações de transbordo para atualizar informações sobre as suas condições de funcionamento. “Vamos realizar novas análises técnicas, reunir informações e elaborar relatórios atualizados, para que seja possível avaliar sua adequação à legislação, fiscalizar o cumprimento de condicionantes, autuar e requerer reparação de danos quando for preciso, e conceder prazo para regularização, se necessário”, afirma Trindade.

Para o gestor, o funcionamento dos aterros em condição de regularidade é essencial para o equilíbrio entre a proteção do meio ambiente e a manutenção dos serviços essenciais à população. “Entendemos a importância dos aterros, sobretudo, diante do encerramento dos lixões. Por isso, nenhuma medida será tomada precipitadamente, considerando o grande fluxo de resíduos destinados diariamente às unidades por diversos municípios. Nosso objetivo é que todos funcionem em condição de regularidade”, conclui o presidente da Adema.

Adema alerta população para o combate ao tráfico e à criação ilegal de animais silvestres

Órgão ambiental licencia e fiscaliza estabelecimentos e explica como o cidadão pode se cadastrar para ser um criador amador regularizado

A criação e a comercialização não autorizadas de animais silvestres contribuem para a extinção de espécies e constituem crimes ambientais, com pena de detenção de seis meses a um ano, conforme a Lei 9605/1998. Por isso, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) alerta a população para a importância de combater essas práticas evitando adquirir animais em estabelecimentos não licenciados ou vendidos por criadores irregulares.

De acordo com o veterinário da Adema Daniel Allievi, os animais vítimas do tráfico normalmente vivem em cativeiros irregulares, onde são pouco alimentados e manejados com violência. Além disso, a clandestinidade dificulta a fiscalização, somente possível quando é feita uma denúncia. “A Adema e o Pelotão Ambiental recebem denúncias de tráfico de animais e imediatamente realizam apreensões, mas além de denunciar é importante que as pessoas parem de adquirir animais em condição irregular”, defende.

Para realizar a criação e comercialização de animais, os estabelecimentos devem possuir licenciamento ambiental. Após receber o requerimento, a Adema realiza vistoria técnica, considerando as condições de criação adequadas e comparando as informações constantes na documentação apresentada pelo requerente ao órgão ambiental ao que, de fato, é praticado no local.

“A criação comercial legal de espécies nativas tem se revelado uma alternativa viável no combate ao tráfico. Essa possibilidade atende às necessidades dos potenciais compradores que buscam adquirir animais de origem assegurada, para então tê-los como animais de estimação”, explica Daniel. Ainda segundo ele, a Adema realiza fiscalizações rotineiras em criadouros, para assegurar o cumprimento das normas ambientais exigidas, a manutenção de espaço e alimentação adequados para os animais.

Criação amadora

A autorização do órgão ambiental não é necessária somente para os estabelecimentos que desejam realizar a comercialização de animais; também devem procurar a Adema os cidadãos que desejarem ser criadores amadores, mantendo regularmente sob sua responsabilidade aves silvestres não ameaçadas de extinção.

Somente estando cadastrado no Sistema de Criação Amadorista de Passariformes (Sispass) é possível receber a autorização da Adema para a aquisição de aves de origem legal. “Essas aves também precisam ser adquiridas de criadores comerciais autorizados, ou recebidas por doação de criadores amadores cadastrados, já sendo entregues com a anilha contendo sua numeração de registro”, reforça Daniel.

Antes de procurar a Adema, contudo, o cidadão deve realizar o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e/ou Utilizadoras de Recursos Ambientais no site do Ibama, onde poderá encontrar o passo a passo. Em seguida, basta comparecer de segunda a sexta-feira, das 07h às 13h, à sede da Adema, localizada na rua Vila Cristina, nº 1051, portando RG, CPF e comprovante de residência atualizado. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (79) 3198-7150.

Governo de Sergipe lança edital para concurso da Adema

Serão oferecidas 55 vagas para os cargos de técnico ambiental e analista ambiental

Com o propósito de fortalecer o quadro de servidores do Estado, o governador Fábio Mitidieri anunciou nesta quarta-feira, 20, o lançamento do edital para o concurso da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema). No total, serão oferecidas 55 vagas para os cargos de técnico ambiental e analista ambiental.

Para os cargos de técnico ambiental, de nível médio, serão 20 vagas. Destas, 14 são de ampla concorrência, quatro para Pessoas com Deficiência (PcD) e duas para negros.

Já para os cargos de analista ambiental, de nível superior, serão 35 vagas nas seguintes especialidades: oito vagas para Geologia e Geografia (seis de ampla concorrência, uma para PcD e uma para negros); seis vagas para Biologia e Ecologia (quatro de ampla concorrência, uma para PcD e uma para negros); dez vagas para engenharias Civil, Sanitária, Ambiental, Química, Elétrica e Mecânica (sete de ampla concorrência, duas para PcD e uma para negros); oito vagas para Engenharia Agronômica, Florestal, Medicina Veterinária, Engenharia de Pesca e Zootecnia (seis de ampla concorrência, uma para PcD e uma para negros); e três vagas para áreas diversas (duas vagas de ampla concorrência e uma vaga para negros).

O edital será publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira, 21. A banca organizadora é o Instituto AOCP, e a carga horária é de 30 horas semanais.

O governador Fábio Mitidieri afirmou que a ação reflete a continuidade de uma política de valorização constante das diversas categorias. “Boa notícia: estamos assinando o edital do tão aguardado concurso da Adema. Quem é concurseiro já pode começar a se preparar, porque vamos fazer a publicação no Diário Oficial”, colocou.

O presidente da Adema, George Trindade, frisou a importância da renovação dos quadros da instituição. “É um momento histórico que a Adema está vivendo com esse processo de reestruturação das carreiras, que o governador está nos proporcionando por meio do concurso público. Isso vai fazer com que possamos prestar um serviço eficiente e de extrema relevância para a sociedade sergipana”, sublinhou.

A secretária de Estado da Administração, Lucivanda Nunes, destacou que já foram passadas as etapas de autorização do concurso, contratação da empresa e, agora, a autorização e publicação do edital. “Com isso, já teremos o cronograma, com todas as fases previstas e com data de realização da prova estimada para junho. É um concurso importante, dentro da linha em que o governador vem trabalhando do plano estratégico de estruturação de carreiras”, reforçou a gestora.

As inscrições serão realizadas no período de 22 de abril a 23 de maio, por meio do site da banca organizadora (www.institutoaocp.org.br). A taxa de inscrição é de R$ 90 (nível médio) e R$ 120 (nível superior).

Etapas

De acordo com o edital, o certame contará com as seguintes etapas: prova objetiva, prova discursiva, prova de títulos, aferição de cota racial e perícia para candidatos PCD.

Os candidatos que forem aprovados no concurso público terão vencimentos iniciais de RS 4.900 (analista ambiental) e R$ 2.900 (técnico ambiental).

Consulta ao edital

Todas as informações relacionadas ao concurso da Adema constam no edital, que pode ser consultados no Diário Oficial do Estado (edição desta quinta-feira, 21), no site oficial do Instituto AOCP e no site da Sead (https://sead.se.gov.br/concursos/concursos-em-andamento/).

Concursos

O Governo de Sergipe tem investido na renovação e ampliação do quantitativo operacional do estado por meio de diversos concursos. Atualmente, a gestão estadual gerencia 17 concursos públicos: três homologados – Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Polícia Civil e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) –, oito em andamento e seis em vigência, que, juntos, resultam em mais de 400 novos servidores para a administração estadual.

Fonte: Secom/Governo de Sergipe (www.se.gov.br)

Zoológico do Parque da Cidade entra em reforma e ficará fechado para visitação

Recuperação das estruturas que abrigam os animais deve ser concluída até 30 de maio. Demais espaços do Parque da Cidade continuarão funcionando normalmente

A fim de trazer melhorias às estruturas que abrigam os animais, o Zoológico do Parque da Cidade, gerido pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), entra em período de reforma e ficará fechado para visitação até o dia 30 de maio. O espaço irá passar pela recuperação de 22 recintos que serão adequados para melhor acolher a população de mais de 260 animais que habitam o local, entre aves, mamíferos e répteis.

A reforma do zoológico faz parte do Plano de Aplicações para os Recursos Oriundos da Compensação Ambiental, um acordo entre o Governo de Sergipe e a empresa Eneva, que visa restaurar os espaços do Parque Governador José Rollemberg Leite, conhecido como Parque da Cidade. A primeira etapa do projeto começou em 2023, com a readequação da infraestrutura do Centro de Tratamento de Animais Silvestres (Cetas), que está prestes a ser concluída. O espaço é responsável pela reabilitação tanto dos animais que moram no zoológico quanto dos que chegam através do serviço de Resgate da Adema.

De acordo com o gerente do Parque da Cidade, Erinaldo Santos, os reparos são importantes para que o zoológico continue sendo um dos cartões postais da cidade de Aracaju. “O Parque da Cidade irá completar 45 anos de existência no dia 17 de março e oferece espaços atrativos para diferentes públicos. Somente o zoológico ficará fechado para a visitação durante a reforma; os demais espaços continuarão funcionando normalmente”, detalha Erinaldo.

Cerca de cinco mil pessoas passam pelo Parque da Cidade todos os meses. Além do zoológico, que abriga animais que não podem ser reintroduzidos na natureza e recepciona projetos de educação ambiental com estudantes, o espaço público tem outros atrativos, como a imagem de Nossa Senhora da Conceição e o Teleférico que, do alto, revela a beleza da Área de Preservação Ambiental (APA) Morro do Urubu, da qual faz parte. Gerida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudanças Climáticas (Semac), a APA corresponde ao único fragmento urbano remanescente de Mata Atlântica em Aracaju, preservando espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção.

O Parque da Cidade funciona de domingo a domingo, das 6h às 18h, e o teleférico, das 9h30 às 17h.

Adema visita mina subterrânea de potássio em Rosário do Catete

Complexo Mineroquímico Taquari-Vassouras apresenta pontos de monitoramento

Sergipe abriga a única mina subterrânea convencional de potássio do Hemisfério Sul. Ela fica localizada no subsolo do município de Rosário do Catete, a cerca de 40 quilômetros de Aracaju, e como toda atividade produtiva que se utiliza de recursos naturais, passa pelo licenciamento da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema). Para verificar de perto como a atividade de mineração tem sido realizada no local, a equipe técnica da Adema visitou o Complexo Mineroquímico Taquari-Vassouras na última sexta-feira, 8.

Mantido para extração de silvinita usada no beneficiamento de potássio, o complexo tem mais de 40 anos de existência e cerca de 1500 funcionários. Antes gerida pela Vale, a operação da mina está sob o comando da Mosaic Fertilizantes desde 2018. De acordo com a empresa, a partir de novos investimentos, a previsão é que o beneficiamento de potássio seja ampliado a partir de 2024, chegando a 450 mil toneladas/ano.

De acordo com o presidente da Adema, George Trindade, o objetivo da visita foi verificar como ocorre a operação de lavra na mina sergipana, que entrará em processo de renovação do licenciamento ambiental. “É importante que a sociedade saiba que a segurança da mina está sendo constantemente monitorada”, disse o gestor.

A geóloga da Adema, Filipa Pereira, explica que na mina de potássio sergipana a operação de lavra é feita pelo método de câmara e pilares, onde a extração mineral é feita com o uso de maquinário de escavação, enquanto no caso de Alagoas, onde a capital, Maceió, tem sido afetada pelo afundamento do solo, a exploração da mina é feita por dissolução.

“Aqui, a mina é autossustentada, constituída por grandes pilares que se alternam às câmaras, configurando uma malha de galerias mapeada. Na superfície, é monitorada regularmente a subsidência do solo, que seria o movimento de afundamento do terreno, e os resultados são apresentados periodicamente à Adema, os quais afirmam a segurança da estabilidade do solo”, detalha a geóloga.

Além dos pontos de monitoramento, durante a visita técnica a equipe da Mosaic conduziu a equipe da Adema por outros setores da mina, como o escritório subterrâneo, o estacionamento, a oficina, o sistema de ventilação, a destinação de resíduos, a área de sonda e uma das frentes de lavra. A atividade segue normas reguladoras da Agência Nacional de Mineração (ANM), que realiza a fiscalização periódica da mina.

*(Editado em 12.03, às 11:39, para alterações)

Fotos: Adema e Mosaic

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Última atualização: 12 de março de 2024 11:39.

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