Adema alerta para bloqueio dos sistemas emissores do Documento de Origem Florestal após 180 dias de inatividade

Madeireiros e construtoras devem manter atualização constante e conformidade entre estoques físicos e virtuais

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) alerta usuários dos sistemas de emissão do Documento de Origem Florestal (DOF Legado e DOF+ Rastreabilidade) para os riscos de bloqueio após 180 dias sem registro de movimentação. Madeireiros e construtoras cadastrados devem manter os sistemas ativos para evitar a perda temporária de acesso às suas funcionalidades, o que ocorre de forma automática em caso de inatividade. 

O uso dos sistemas é obrigatório para todos os empreendedores que armazenam, transportam ou comercializam madeira no país. Isso porque toda madeira nativa, seja ela serrada ou bruta, precisa ter um Documento de Origem Florestal (DOF). Trata-se de uma licença obrigatória que deve conter informações sobre as espécies, tipo do material, volume, valor do carregamento, placa do veículo, origem, destino, além da rota detalhada do transporte. Sua emissão é feita através do Sistema DOF, gerenciado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

Atualmente, dois sistemas funcionam simultaneamente no país, e os usuários vivem um momento de transição do DOF Legado (mais antigo) para o DOF+ Rastreabilidade (mais moderno). Segundo a técnica da Adema Talita Sales, para evitar o bloqueio é preciso que o usuário mantenha os dois sistemas em atividade, até zerar o estoque cadastrado no sistema antigo. 

“Temos recebido muitos casos desse tipo, em que houve bloqueio por inatividade. Mesmo que o usuário ainda utilize os dois sistemas, recomendamos que ele não paralise totalmente o uso do sistema novo com a intenção de zerar o pátio cadastrado no sistema antigo. Também é necessário que o usuário esteja sempre atualizando o estoque virtual, para que ele permaneça em conformidade com o estoque físico”, orienta Talita.

A Adema dispõe de um canal para orientação dos empreendedores que fazem uso dos Sistemas DOF. Por meio do telefone (79) 3198-7160, é possível tirar dúvidas gerais, inclusive sobre como proceder em caso de bloqueio do sistema.

Adema entrega coordenadas de viveiros não licenciados à Polícia Federal para identificação

Órgãos ambientais e de controle atuam em parceria no diagnóstico e regularização da carcinicultura em Sergipe

A questão da carcinicultura tem chamado a atenção em Sergipe pela proliferação de viveiros irregulares. Órgãos ambientais e de controle estão atuando em conjunto para levantamento e identificação dos responsáveis, buscando regularizar empreendimentos situados em local permitido ou encerrar aqueles que estejam em áreas de preservação permanente. Na última segunda-feira, 19, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) entregou uma relação de viveiros não licenciados à Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Federal (PF), que auxiliará na identificação dos empreendimentos.

Esta é a segunda lista de viveiros que a Adema entrega à Polícia Federal, após a parceria estabelecida entre os órgãos para proteção de manguezais e atuação repressiva da PF em áreas pertencentes à União. O primeiro deles foi um diagnóstico da região do Aratu, em Nossa Senhora do Socorro, solicitado pela própria PF. Agora, como consequência de um levantamento que vem sendo realizado, nova relação reúne empreendimentos sem identificação, situados nas regiões do São Brás, Piabeta, Albano Franco, Taiçoca de Dentro, Taiçoca de Fora, Marcos Freire I, dentre outras localidades do município.

A Polícia Federal já vem atuando no processo de identificação de viveiros a partir das informações passadas pela Adema. “A relação de coordenadas passada pela Adema da região do Aratu foi extremamente relevante para que conseguíssemos separar cada empreendimento. Juntando isso aos levantamentos preliminares dos nossos agentes, foi possível direcionar e estamos investigando para identificar os proprietários das áreas irregulares”, afirmou a delegada da Polícia Federal Juliana Resende, chefe da Delegacia de Meio Ambiente da PF.

Censo da carcinicultura

A Adema atua em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na realização de um levantamento, uma espécie de censo da atividade de carcinicultura em Sergipe, que está sendo acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF), no bojo de uma ação que tramita na Justiça Federal para preservação dos manguezais. O levantamento pretende identificar cada empreendimento para buscar a regularização dos viveiros que estejam localizados em áreas permitidas e coibir a degradação das áreas de proteção permanente.

Segundo o presidente da Adema, George Trindade, muitos desses viveiros são de susbsistência, pertencentes a pequenos carcinicultores, que devem buscar sua regularização junto à Adema, caso não estejam situados em áreas proibidas. Ao entregar a relação das coordenadas dos tanques sem identificação à delegada do Meio Ambiente da Polícia Federal, o gestor explicou que a partir do censo será possível distinguir as áreas licenciadas das clandestinas em todo o estado.

“O censo está sendo feito por etapa, a partir da divisão do estado em três zonas, a começar pela região central, que inclui os municípios da Grande Aracaju. A fiscalização vem sendo feita em paralelo ao levantamento, agora, contando com o reforço do Grupamento Tático Aéreo (GTA), para sobrevoo de áreas de difícil acesso. A contribuição da Polícia Federal também é essencial na identificação desses proprietários, que não têm registro na Adema por não possuírem licenciamento ambiental”, pontuou George Trindade.

“Na sua missão institucional de repressão a crimes contra a flora, a PF estará sempre à disposição e atuando ao lado da Adema, na tentativa de regularizar a situação dos carcinicultores e prevenir o desmatamento de novas áreas de mangue, que são de preservação permanente”, destacou a delegada Juliana Resende.

|Fotos: Mariana Carvalho e Rebecca Melo

Adema apresenta resultados da fiscalização de aterros e estações de transbordo aos órgãos de controle

Todos os empreendimentos foram autuados e notificados com prazo para apresentação de estudos complementares e regularização de problemas nas operações

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) concluiu a fiscalização dos quatro aterros sanitários que operam nos municípios de Itabaiana, Itaporanga d’Ajuda, Rosário do Catete e Santa Luzia do Itanhy; e das quatro estações de transbordo situadas em Nossa Sra. do Socorro, Neópolis e Propriá. Os relatórios foram entregues na manhã desta segunda-feira, 19, ao Ministério Público de Contas (MPC), após terem sido apresentados também ao Ministério Público Estadual (MP/SE), na última semana.

A fiscalização teve por objetivo verificar as atuais condições de funcionamento dos empreendimentos envolvidos na destinação e tratamento de resíduos sólidos em Sergipe, e constituiu a última etapa de uma operação ampliada, que começou com a fiscalização dos lixões de 36 municípios, cujas atividades foram encerradas no último ano.

Uma equipe multidisciplinar composta por profissionais das áreas da engenharia civil, biologia, química, geologia e engenharia agronômica se debruçou sobre os detalhes das operações de aterros e transbordos, e sobre os resultados obtidos a partir das amostras de solo e água coletadas nos locais. As análises foram feitas pelo Laboratório de Análises Químicas e Microbiológicas da Adema e pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa de Sergipe (ITPS).

Ao realizar a entrega dos resultados no MPC, o presidente da Adema, George Trindade, afirmou que as fiscalizações acontecerão de forma rotineira nessas unidades. “Agora que os lixões estão encerrados, precisamos concentrar esforços na fiscalização contínua de aterros e transbordos, para que as operações ocorram dentro do esperado. Já autuamos e notificamos os empreendedores e concedemos prazos para a regularização das inconformidades. Caso as correções não sejam feitas, partiremos para medidas mais drásticas”, afirmou.

 O procurador-geral do MPC, Eduardo Côrtes, destacou a importância da conclusão da fiscalização. “Nossa grande preocupação era garantir que não houvesse um retrocesso em relação ao que a gente vem avançando nessa questão dos resíduos sólidos com o encerramento dos lixões. O MP vem trabalhando para garantir que a destinação seja correta, mas sempre preocupado com a situação dos aterros, diante das informações e denúncias de que havia problemas. Que bom que a Adema fez uma ação abrangente, não apenas em um aterro, mas em todos. Quero parabenizar pelo trabalho e por estar sempre dialogando conosco, apresentando resultados”, pontuou.

Aterros Sanitários
Foram encontrados problemas nas operações de todos os aterros fiscalizados, e os quatro foram autuados por infrações ambientais e notificados para apresentação de documentos e estudos complementares. Também foram indicadas pela Adema mudanças no manejo e na operação, que devem ser implementadas nas unidades, algumas de forma imediata, outras em prazos de até 60 dias.

Além do descumprimento de condicionantes, nos quatro aterros foi verificada a deficiência no cobrimento da massa de resíduos; a ineficiência dos sistemas de drenagem de água pluvial e de percolado (chorume); e a instabilidade de alguns taludes (paredes das células onde são depositados os resíduos) que, sem o devido recobrimento vegetal, entraram em processo erosivo.

Nos quatro aterros sanitários fiscalizados, em todos os pontos onde foi realizada coleta de água, foi identificada a presença de elevados índices de coliformes termotolerantes. Outros dois aspectos observados – estes nos aterros de Itabaiana, Itaporanga e Santa Luzia – foram ausência de flare ou dispositivo de queima de gases, e acúmulo indevido de resíduos junto às lagoas de chorume.


Estações de Transbordo
As estações de transbordo são instalações destinadas à acomodação temporária de resíduos sólidos. São equipamentos necessários para otimizar e viabilizar a logística de transporte dos resíduos coletados quando há distância considerável entre os locais de coleta (municípios) e os locais de destinação final (aterros).

Das quatro estações de transbordo fiscalizadas, apenas três estão em funcionamento – em Neópolis, as atividades foram suspensas pelo próprio empreendedor. Nas outras três estações, que ficam localizadas em Propriá e Socorro, de modo geral foram identificadas inconformidades no sistema de drenagem e coleta de chorume, além do acúmulo excessivo de resíduos, revelando problemas na operação.

Assim como foi feito com os aterros, a Adema autuou e notificou os responsáveis pelas estações de transbordo, concedendo prazos para manifestação e adoção de medidas para regularização. 

Adema e ICMBio planejam ações de combate à fotopoluição em áreas de desova

Mais de 12 mil ninhos de tartarugas marinhas são registrados anualmente em todo o litoral sergipano

Visto que Sergipe é área prioritária de desova de tartarugas marinhas, representantes da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste (Centro Tamar) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reuniram-se, nesta quinta-feira, 15, para alinhar ações conjuntas de proteção da espécie.

Durante o encontro, foram discutidas medidas que possam contribuir com a mitigação de potenciais impactos decorrentes da implantação e operação de empreendimentos na costa, com destaque para a iluminação artificial de condomínios e demais empreendimentos instalados na faixa de areia.

“O alinhamento entre os órgãos licenciadores é essencial. Nossos técnicos já realizam consulta ao ICMBio durante as análises dos pedidos de licenças ambientais nessas áreas, seguindo também as diretrizes do ‘Guia de Licenciamento Tartarugas Marinhas’. As pesquisas e todo o trabalho realizado pelo instituto são muito valiosos e, portanto, essa parceria é de grande importância para nós”, destacou o presidente da Adema, George Trindade.

Segundo o ICMBio, Sergipe é a principal área de reprodução da espécie Lepidochelys olivacea, a tartaruga-oliva. “Todo o litoral sergipano possui áreas de desova. Cerca de 12 a 14 mil ninhos de tartaruga são identificados na nossa costa, não só na temporada, que é de setembro a março, mas durante todo o ano”, afirmou o analista ambiental Centro Tamar/ICMBio, Erik Santos.

Além de aprimorar a consulta e a comunicação entre os órgãos durante as análises de licenciamento de empreendimentos, conforme estabelece a Resolução Conama nº 10/1996, a equipe da Adema fará um levantamento dos empreendimentos e condomínios licenciados nessas áreas. A partir dele, irá promover fiscalização, juntamente com o Centro Tamar/ICMBio, para verificação do descumprimento de condicionantes e a eventual presença de sistemas de iluminação instalados em desacordo com os projetos luminotécnicos aprovados.

A chamada poluição luminosa ou fotopoluição é capaz de provocar a desorientação de fêmeas que sobem à praia para fazer os ninhos, assim como dos filhotes de tartarugas marinhas. Naturalmente, os animais são atraídos e direcionados pela luz natural refletida no oceano. No entanto, na presença de iluminação artificial no continente, os animais se desorientam, perdem-se, não chegam ao mar e acabam sendo predados prematuramente ou morrendo por desidratação.

Adema e GTA monitoram áreas de carcinicultura no baixo São Francisco

Sobrevoo possibilitou fiscalização de tanques localizados em áreas judicializadas de difícil acesso

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e o Grupamento Tático Aéreo (GTA) realizaram, na manhã desta segunda-feira, 12, o primeiro voo da parceria firmada entre os órgãos para fiscalização ambiental em áreas de difícil acesso. Os alvos do monitoramento foram áreas de carcinicultura, localizadas nos municípios de Pacatuba e Brejo Grande, no baixo São Francisco sergipano.

Além do monitoramento geral da atividade na região, a Adema fiscalizou tanques demarcados para desativação, por estarem em desacordo com a legislação ambiental. Eles estão situados em áreas que foram judicializadas e vêm sendo acompanhadas pela Adema em cumprimento a determinações judiciais expedidas em ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) para recomposição de manguezais.

A bióloga e fiscal ambiental da Adema, Aline Borba, revela o resultado da fiscalização de três áreas nesta condição. “Constatamos que nem todos os tanques estão desativados, apenas alguns. Também verificamos que nenhuma dessas áreas está em regeneração, como deveria ser. Iremos notificar e autuar os proprietários, e anexar relatório de fiscalização ao processo, para conhecimento do MPF e do juízo competente”, detalhou a fiscal. Ainda segundo Aline, outros ilícitos foram visualizados ao longo do voo. “Também vimos áreas de manguezal sendo desmatadas para a instalação de tanques. Buscaremos a identificação dos responsáveis para autuação e determinação de reparação do dano”, completou a bióloga.

O Ten. Cel. Danilo Carvalho, piloto do GTA, falou sobre a importância da parceria em operações como esta. “A cooperação possibilita que o GTA também seja instrumento para facilitar esse monitoramento e fiscalização voltados para as questões ambientais em Sergipe, já que o GTA também tem, em sua lei, a missão de estar presente nas atividades ligadas ao Meio Ambiente. Hoje tivemos em torno de 1h10 de voo até o setor norte do estado. A Adema conseguiu monitorar vários pontos e regressamos em segurança para a unidade. Que seja o primeiro voo de muitos dessa parceria, fortalecendo cada vez mais a fiscalização ambiental em nosso estado”, concluiu.

|Fotos: Rebecca Melo/Ascom Adema

Banhistas devem ficar atentos para evitar queimaduras com águas-vivas e caravelas nas praias

Maior incidência desses animais marinhos está associada ao aumento da temperatura das águas oceânicas e alterações dos ambientes praianos

Quem frequenta as praias sergipanas nas últimas semanas tem notado o aumento do aparecimento de caravelas e águas-vivas. Esse crescimento súbito em um local é chamado de afloramento de medusas, fenômeno natural que pode estar associado ao aumento da temperatura das águas oceânicas e alterações dos ambientes praianos. Para evitar acidentes, os banhistas precisam estar atentos ao entrar no mar ou caminhar na areia das praias para não serem surpreendidos com queimaduras ao contato com a pele. 

Segundo a bióloga da gerência de licenciamento da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Andréa Moura Beltrão, na costa sergipana a incidência das caravelas e águas-vivas é mais comum no período do verão, quando as águas estão mais quentes. Ela disse que as caravelas têm tamanhos variados, mas as que estão aparecendo atualmente na costa de Sergipe são pequenas e em grande quantidade.

“O aumento desses animais neste período indica um possível desequilíbrio ecológico. Estamos no inverno, mas as temperaturas das águas estão mais altas do que o normal, o que ocasiona o surgimento dessas caravelas. Isso sinaliza um desequilíbrio ecológico, provavelmente decorrente do aquecimento global”, afirmou a bióloga.

A especialista disse ainda que o fenômeno não se restringe a Sergipe, tem acontecido ao longo da costa nordestina e, inclusive, vem sendo monitorada por pesquisadores brasileiros, que apontam o aumento da temperatura dos oceanos como principal motivo.

Águas-vivas, também conhecidas como medusas, e caravelas são animais aquáticos simples e de vida livre que pertencem ao filo Cnidaria, assim como as anêmonas e corais. São caracterizadas por soltarem toxinas que, em contato com a pele, podem causar irritações e reações alérgicas. Encontradas em águas tropicais e subtropicais, as caravelas são impulsionadas pelo vento e pelas correntes oceânicas, não possuindo mecanismos de propulsão próprios. 

A bióloga explicou que, embora pareçam similares, as águas-vivas e caravelas possuem diferenças importantes. “A água-viva tem uma aparência gelatinosa branca e se locomove sozinha. Já a caravela possui uma parte azul que parece uma boia, chamada pneumatóforo que se enche de ar, permitindo sua locomoção pelo vento e correntes marítimas”, detalhou. 

Cuidados necessários

Com o aumento das águas-vivas e caravelas, os casos de queimaduras também têm se tornado mais frequentes. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), de abril a junho deste ano foram registrados 157 casos de queimaduras. No mesmo trimestre do ano passado, ocorreram 24 acidentes, um aumento de cerca de 554% no número de casos no litoral do estado.

Segundo o sargento Marino, chefe de guarnição e guarda-vidas do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, a maior parte das ocorrências no mês de julho foi de queimaduras com caravelas, especialmente durante o mês de férias, que atraiu muitos turistas ao estado. “A maioria das vezes são ocorrências leves, com a pessoa se queixando de um desconforto na pele. Raramente haverá problemas graves, mas pode acontecer da pessoa ter uma reação alérgica severa, como o fechamento da glote, o que requer urgência médica”, explicou Marino.

Em caso de contato com esses animais, a orientação é lavar a área afetada com água do mar e, se possível, usar vinagre. “Não se deve esfregar a pele nem usar água doce, pois isso pode espalhar o veneno”, recomendou Marino. Para alertar a população sobre as áreas de risco, o Corpo de Bombeiros está colocando placas roxas em pontos estratégicos para chamar atenção dos banhistas sobre a incidência de animais marinhos. 

A aposentada Tereza Cristina Cerqueira, frequentadora de umas das praias de Aracaju, admite que não sabia como proceder em caso de contato com esses animais. “Eu costumava coçar com areia quando era queimada, o que só piorava a situação”, relatou. 

Tratamento da queimadura

O médico e coordenador da Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), Bruno Cintra, explica os cuidados em caso de queimaduras com águas-vivas e caravelas.

“É Importante lavar o local com água do mar. A queimadura por água-viva é uma queimadura química, e deve ser feita a diluição da substância química com lavagem e irrigação abundante. É importante procurar um profissional de saúde para avaliação, principalmente quando a queimadura é extensa ou em áreas sensíveis, como face e mama”, disse Cintra.

Ele também orientou que as pessoas evitem exposição solar pelos meses seguintes, pois há uma chance maior da cicatriz ficar escura. Utilizar hidratação local com óleo de girassol três vezes ao dia vai ajudar no processo de cicatrização, além de analgésicos serem importantes no controle da dor.

|Fonte: se.gov.br
|Fotos: Igor Mathias/Secom

Adema recebe avaliação positiva da Secretaria de Transparência e Controle

Índices de Regularidade Fiscal aferidos pelo Acompanhamento da Gestão Estadual em 2023 e 2024 chegam a 99,7% e 100%, respectivamente

Em visita institucional realizada à Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) nesta segunda-feira, 05, a equipe da Secretaria de Estado da Transparência e Controle (SETC) apresentou dados de acompanhamento da gestão estadual.

A secretária Silvana Lisboa parabenizou a Adema pela conquista dos Índices de Regularidade Fiscal de 99,7% e 100% nos anos de 2023 e 2024, respectivamente. “A aferição demonstra, na prática, que a gestão está em dias com suas obrigações fiscais. A Adema está de parabéns por não ter permanecido nenhum dia em situação de irregularidade este ano. Está no caminho certo”, avaliou.

Outros pontos foram monitorados pela SETC e discutidos durante o encontro, como temas relativos à Auditoria Governamental, Política Estadual de Proteção de Dados, Programa de Integridade, Controle Interno, Transparência, Ouvidoria, Planejamento Estratégico, Profisco, além de parcerias e capacitações.

Para o presidente da Adema, George Trindade, esse retorno trazido pela SETC é de grande importância. “É uma alegria ter esse feedback de vocês, que estão nos acompanhando e avaliando. E essa avaliação, quanto mais rígida, melhor, pois nos mantém atentos ao que esperam também os demais órgãos de controle. Fico feliz em saber que os índices da Adema estão sendo avaliados positivamente. Nosso objetivo é justamente implantar aprimoramentos e mecanismos de eficiência à gestão”, pontuou o gestor.

Além do presidente da Adema e da Secretária de Estado da Transparência e Controle, participaram da reunião o coordenador do Núcleo de Regularidade Fiscal da SETC, José Ney Marinho; a coordenadora do Núcleo de Integridade da SETC, Etel Soares Mendes; o Ouvidor Geral do Estado, Helber Andrade; o diretor administrativo financeiro da Adema, Marcelo Passos; o gerente financeiro da Adema, Jorge Nunes; e a coordenadora do Controle Interno da Adema, Samira Daud.

Adema volta a classificar Praia do Jatobá como própria para banho

Boletim semanal de balneabilidade aponta que quatro praias seguem impróprias

Mais uma praia foi liberada para banho, conforme o boletim semanal de balneabilidade divulgado pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) nesta sexta-feira, 12. Desta vez, foi a praia do Jatobá, em frente ao Terminal Pesqueiro, que voltou a apresentar condições favoráveis de balneabilidade, segundo índices aferidos pelo Laboratório da Análises Químicas e Microbiológicas da Adema.

Outras quatro praias seguem impróprias para banho, apresentando concentração de coliformes termotolerantes (bactérias de origem fecal e não fecal) acima de 1000 UFC/100mL, limite máximo estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Resolução nº 274/00) como parâmetro. São elas: Praia dos Artistas, em frente ao farol da Coroa do Meio; Atalaia Nova, no Rio Sergipe, em frente ao antigo terminal hidroviário; Praia da Costa, em frente aos bares; e o ponto localizado em frente ao terminal turístico da Praia de Pirambu.

É recomendado que a população evite o banho de mar nesses locais até que os índices se normalizem, preservando-se do contato ou da ingestão da água que possa oferecer algum risco de contaminação. 

Além da Praia do Jatobá, seguem próprias para banho as praias do Havaizinho, em frente à Praça de Eventos da Orla; da Atalaia Velha, em frente aos Arcos da Orla; da Bonanza, na região conhecida como Cinelândia, em frente à Passarela do Caranguejo; Banho Doce, Aruana, Robalo, Refúgio e Náufragos (Viral). Também apresentaram condições normais de balneabilidade o ponto da Praia de Pirambu situado nas proximidades da foz do Rio Japaratuba e a Praia do Porto; assim como todas as praias do Litoral Sul analisadas: Caueira, Abaís, Saco e Dunas.

Concurso público da Adema reuniu cerca de seis mil candidatos neste domingo, 7

Sead e Instituto AOCP aplicaram provas para técnico e analista ambiental visando ao preenchimento de 55 vagas abertas pelo Governo de Sergipe

Milhares de candidatos prestaram as provas para o concurso da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), realizado pela Secretaria de Estado da Administração (Sead) com o apoio do Instituto AOCP, neste domingo, 7. O certame tem por objetivo o preenchimento das 55 vagas abertas pelo Governo de Sergipe para os cargos de técnico e analista ambiental. Cerca de seis mil candidatos compareceram ao exame nos turnos da manhã e da tarde, quando foram aplicadas provas objetivas e discursivas.

A aplicação das provas foi acompanhada pela comissão organizadora do concurso público, que é formada por servidores da Sead e da Adema. “Percorremos os três locais de prova, monitorando a realização do certame. Tivemos um balanço positivo, com todas as atividades dentro da normalidade e um bom índice de comparecimento dos candidatos. Passada essa fase das provas, os candidatos devem continuar atentos ao site da banca organizadora, que trará os resultados e as informações sobre as próximas etapas”, pontuou o presidente da comissão organizadora do concurso, Sidney Rocha.

O presidente da Adema, George Trindade, destaca a importância do concurso, o primeiro realizado para a autarquia. “A Adema está vivendo um amplo processo de modernização e aprimoramento dos serviços, o que passa necessariamente pelo reforço e pela renovação dos quadros da instituição que o concurso público irá proporcionar. Estamos empenhados em preparar tudo para receber os novos servidores, a fim de que possamos prestar um serviço cada vez mais eficiente e relevante para a sociedade”, justificou.

Preparação e expectativa

Muitos candidatos enfrentaram uma longa preparação para o concurso da Adema. A estudante de medicina veterinária Bruna Maria, de Aracaju, pleiteia uma das vagas de técnico ambiental e conta que não perdeu tempo assim que saiu o edital. “Como ainda estou cursando medicina veterinária, estou concorrendo para a área administrativa. Iniciei os estudos para o concurso desde a época em que o edital foi lançado, e estou na expectativa de que dê tudo certo”, disse.

Segundo o estudante Isaac Meneses, seu objetivo ao prestar o concurso é obter experiência para, no futuro, trabalhar com animais silvestres. “Eu aguardava há um certo tempo a abertura do concurso público da Adema. Também sou estudante de medicina veterinária, busco obter experiência e, no futuro, trabalhar nos cuidados com animais silvestres”, explicou.

Engenheira sanitarista e ambiental, Helen Oliveira é natural do município de Catu, na Bahia. Ela conta que já atua no serviço público municipal e segue em busca de novos desafios. “Vim fazer a prova para me desafiar, ver como é que estão a minha qualificação técnica e os meus conhecimentos. Sendo aprovada, pretendo vir enfrentar esse novo desafio junto à Adema”, afirmou.

Fabio Junior é graduado em engenharia civil e, tendo se preparado ao longo de todo o semestre para as provas, revela o seu desejo de se aprofundar nas pautas ambientais. “Estou querendo prestar concurso público para a Adema porque gostaria de desbravar as questões do estado, saber como funciona a questão ambiental. Já tem seis meses que eu estou estudando para fazer esse concurso”, concluiu.

Concurso da Adema

O edital do concurso público da Adema foi lançado em março deste ano. Das 55 vagas, 35 são para analista ambiental e 20 para técnico ambiental. Destas, 14 são de ampla concorrência, quatro para pessoas com deficiência (PcDs) e duas para candidatos negros. A realização do certame está entre as diversas ações do Estado voltadas para a reestruturação de carreiras no âmbito da administração pública e também para o fortalecimento das atividades de proteção ao meio ambiente e promoção da sustentabilidade.

Para o cargo de técnico ambiental, o pré-requisito é possuir formação de nível médio. Já as vagas para analista ambiental exigem formação superior e estão distribuídas da seguinte forma: Geologia e Geografia – oito vagas; Biologia e Ecologia – seis vagas; engenharias Civil, Sanitária, Ambiental, Química, Elétrica e Mecânica – dez vagas; Engenharia Agronômica, Florestal, Medicina Veterinária, Engenharia de Pesca e Zootecnia – oito vagas; áreas diversas – três vagas. Em todos os casos, há vagas para candidatos PcDs e negros.

As próximas etapas do concurso são: prova de títulos, aferição de cota racial e perícia para candidatos que sejam pessoas com deficiência (PcDs). Os aprovados terão jornada de 40 horas semanais e vencimentos de R$ 2.972,50 (nível médio) e R$ 5.022,50 (nível superior).

|Fotos: Iran Souza/SEAD.

Ponto em frente aos Arcos da Orla volta a ser considerado próprio para banho

Adema aponta que outras cinco praias ainda apresentam alterações de balneabilidade

O relatório de balneabilidade semanal divulgado nesta sexta-feira, 5, pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) aponta para a normalização dos índices verificados no trecho da Praia de Atalaia situado em frente aos Arcos da Orla. O local volta a ser classificado como “próprio para banho” neste fim de semana, diferente da Praia dos Artistas, em frente ao farol da Coroa do Meio, que ainda deve ser evitada pelos banhistas até que os resultados das análises melhorem.
 
Conforme os resultados obtidos pelo Laboratório de Análises Químicas e Microbiológicas da Adema, cinco praias seguem impróprias para banho: Praia dos Artistas, em frente ao Farol da Coroa do Meio, em Aracaju; Atalaia Nova,no Rio Sergipe, em frente ao antigo Terminal Hidroviário, e Praia da Costa, em frente aos bares, na Barra dos Coqueiros; Praia do Jatobá, na região do Terminal Portuário; e o ponto localizado em frente ao Terminal Turístico, na Praia de Pirambu.
 
Além da Atalaia Velha, seguem próprias para banho as praias do Havaizinho, em frente à Praça de Eventos da Orla; Bonanza, em frente à Passarela do Caranguejo;  Banho Doce, Aruana, Robalo, Refúgio e Náufragos (Viral). Também apresentaram condições normais de balneabilidade o ponto situado nas proximidades da foz do Rio Japaratuba e a Praia do Porto; assim como todas as praias do Litoral Sul analisadas: Caueira, Abaís, Saco e Dunas.
 
Uma área é considerada imprópria para banho quando duas das últimas cinco amostras nela coletadas ultrapassaram a concentração máxima de coliformes termotolerantes (bactérias de origem fecal e não fecal) de 1000 UFC/100mL estabelecida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama nº 274/00) como parâmetro. É recomendado que os banhistas escolham locais que estejam próprios para banho, evitando o contato e a eventual ingestão de água que possa oferecer risco de contaminação.

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Última atualização: 5 de julho de 2024 13:26.

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