Adema reforça canal de orientação sobre a comercialização de madeira rastreável

Órgão Ambiental incentiva empreendedores à adesão ao novo Sistema de emissão do Documento de Origem Florestal, DOF+ Rastreabilidade

A Administração Estadual do Meio Ambiente reforça o canal disponível para orientação dos empreendedores que comercializam madeira em Sergipe sobre o Sistema emissor do Documento de Origem Florestal (DOF). Através do telefone (79) 3198-7160, a Adema recebe dúvidas e indica como deve ser feita a transição para a nova ferramenta, “DOF+ Rastreabilidade”, que em algum tempo substituirá definitivamente o sistema que está em vigor desde 2006, o “DOF Legado”.

Para ser armazenada, transportada e comercializada dentro do país, toda madeira nativa, seja ela serrada ou bruta, precisa ter um Documento de Origem Florestal (DOF). Trata-se de uma licença obrigatória para o controle do transporte e armazenamento de produtos e subprodutos florestais de origem nativa. O documento deve conter informações sobre as espécies, tipo do material, volume, valor do carregamento, placa do veículo, origem, destino, além da rota detalhada do transporte. Sua emissão é feita através do Sistema DOF, gerenciado pelo Ibama.

O novo sistema, “DOF+ Rastreabilidade”, está em vigor desde 5 de dezembro de 2022, trazendo inovações para aperfeiçoar o controle da cadeia produtiva florestal em nível nacional com mecanismos de rastreabilidade, que possibilitam identificar a origem dos produtos florestais madeireiros brutos e processados.

“A ferramenta traz um código de rastreio que irá acompanhar o produto desde a origem até sua destinação final. Ou seja, agora, cada tora de madeira é identificada, passível de rastreamento. Inclusive, sugerimos à Abema e ao Ibama um esforço coletivo para a realização de uma campanha nacional de consumo consciente, direcionada à população, incentivando a preferência dos consumidores finais pela compra de madeira rastreável e, da mesma forma, fomentando a adesão dos empreendedores ao “DOF+ Rastreabilidade”, explica a presidente da Adema, Lucimara Passos.

Ao passo que novas adesões vão sendo feitas, os compradores que forem adquirir madeira de um empreendedor que já usa o DOF+ Rastreabilidade também precisará fazer a adesão. E ao final dos estoques regulados pelo atual sistema, todas as operações deverão fatalmente passar a ser feitas pelo sistema novo. “Neste primeiro momento, os sistemas DOF Legado e DOF+ Rastreabilidade ainda funcionam simultaneamente, mas todas as novas autorizações de atividades florestais emitidas no Sinaflor desde 5 de dezembro já estão sob controle de origem por meio da nova ferramenta”, revela a engenheira florestal da Adema, Aline Moura.

Homologação de Pátio
Em Sergipe, a Adema é responsável pelo serviço de “homologação do pátio”, que corresponde à aprovação do cadastramento do depósito de produtos e subprodutos florestais nativos. É um passo também necessário à comercialização de madeira. A Adema já vem orientando e atendendo empreendedores e consultores sobre como realizar a transição de sistema, no que se refere aos estoques presentes no pátio.

“Madeireiras que possuem madeira no pátio adquiridas através do DOF Legado continuam emitindo o DOF através dele, mas quando esse estoque físico e virtual terminarem, eles terão que adquirir e comercializar apenas pelo DOF+ Rastreabilidade. Orientamos não misturar a madeira adquirida através do DOF Legado com a madeira adquirida através do DOF+ Rastreabilidade, para que não haja divergência do volume de madeira no estoque virtual e físico. Quando isso acontece, além de serem autuadas, as madeireiras perdem o controle, momento da venda, não sabendo de onde devem debitar esse crédito de volume lenhoso”, conclui.

Fiscalização da Adema constata supressão irregular de mangue em Pacatuba

Área denunciada estaria sendo desmatada para a instalação de viveiros de camarão

Após receber denúncia de desmatamento de manguezal na região de Ponta dos Mangues/Boca da Barra, a equipe de fiscalização da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizou diligência ao município de Pacatuba na manhã desta terça-feira (11). No local, situado nas proximidades da Reserva Biológica Santa Izabel, mesmo não tendo sido realizado o flagrante, foi constatada a supressão irregular de manguezal feita manualmente, possivelmente para a instalação de viveiros de camarão.

Segundo a denúncia recebida, o crime ambiental estaria sendo cometido por um carcinicultor. De acordo com a bióloga e fiscal ambiental Andréa Beltrão, da gerência de Fiscalização da Adema, o denunciado será notificado para prestar esclarecimentos. “Primeiramente a gente verifica in loco a veracidade da denúncia e, sendo constatada a sua procedência, a gente busca o responsável para esclarecimentos e possível emissão de auto de infração”, explica.

Durante a vistoria, foram encontrados, ainda, cinco viveiros de camarão alocados dentro do Rio Parapuca, pertencente à Bacia Hidrográfica do São Francisco. “Em razão do que foi verificado na fiscalização, todas as licenças emitidas para aquela área passarão por um novo monitoramento, com vistas à delimitação das áreas licenciadas e confirmação do cumprimento dos condicionantes”, adverte a fiscal.

A presidente da Adema, Lucimara Passos, reafirma a importância da observação às normas ambientais em todas as atividades produtivas. “A carcinicultura é uma atividade econômica essencial para Sergipe, e nós desejamos que ela continue crescendo de forma sustentável, gerando emprego e renda de mãos dadas com o respeito à legislação ambiental. Associar uma atividade tão importante ao desmatamento do mangue é muito negativo, sobretudo diante do potencial de crescimento que sabemos que tem. Infringir as leis ambientais e os condicionantes das licenças concedidas, portanto, só atrapalha”, reforça.

Além de realizar as ações fiscalizatórias de rotina e o acompanhamento dos empreendimentos licenciados, a Adema está atenta às denúncias recebidas da população, que são essenciais para a ampliação do alcance das ações repressivas de infrações e crimes ambientais. As denúncias podem ser realizadas (inclusive anonimamente) à Adema pelo e-mail atendimento@adema.se.gov.br; pelo site https://www.ouvidoria.se.gov.br/index; ou de segunda a sexta-feira, das 07h às 13h, pelo telefone (79) 3198-7160 e presencialmente na Rua Vila Cristina, nº N° 1051, bairro 13 de julho, Aracaju.

Adema e TJSE alinham parceria para mutirão de conciliação de conflitos ambientais

Iniciativa visa solucionar processos de infração ambiental em fase de execução fiscal

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de Sergipe (Cejusc/TJSE) irão firmar cooperação para a realização de um mutirão de conciliação de conflitos ambientais. Os detalhes da parceria foram alinhados em reunião realizada no Fórum Gumersindo Bessa, onde fica o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Soluções de Conflitos do Tribunal de Justiça (Nupemec/TJSE).

De acordo com o procurador chefe da Adema, James Fontes Barbosa, com o mutirão, os processos de infração ambiental que estão aptos à execução fiscal poderão ser solucionados na fase pré-processual. “Temos muitos processos para iniciar as execuções. Durante o período do mutirão, deveremos realizar sessões presenciais e sessões remotas para os casos da capital e do interior. Temos uma estimativa média de 100 audiências de conciliação por semana”, detalha.

Segundo a presidente da Adema, Lucimara Passos, a ação possibilitará a redução do número de judicializações dos processos envolvendo infrações ambientais. “Sabemos que o agente que comete a infração ambiental pode sofrer sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparação do dano. Com as audiências de conciliação, poderemos dar celeridade a esses processos, abrindo um espaço de diálogo entre o órgão ambiental e as partes, apresentando as opções existentes – incluindo as regras de desconto e negociações, no caso das multas ambientais”, afirma.

A juíza coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos do TJ/SE, Maria Luiza Foz Mendonça, destacou a importância da ação e os benefícios da conciliação entre as partes. “A gente sempre prefere trabalhar na prevenção do litígio, porque entendemos que atuar no começo do conflito sempre tende a trazer um resultado mais frutífero. Então trata-se de uma iniciativa muito positiva da Adema, que nós recebemos com bons olhos”, pontuou.

Também participaram da reunião a procuradora jurídica e coordenadora do Núcleo de Soluções de Conflitos Ambientais da Adema, Samira Daud, que enfatizou a “grande importância dos métodos adequados de solução  de conflitos, para redução da judicialização”; e Carla Maria Franco Lameira Vitale, chefe de divisão do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Soluções de Conflitos do Tribunal de Justiça (Nupemec/TJSE).

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Última atualização: 11 de julho de 2023 10:18.

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